Em um mundo cada vez mais interconectado, as cidades emergem como atores-chave na diplomacia global. Prefeitos de metrópoles como São Paulo, Buenos Aires e Barcelona reuniram-se na Cúpula de Prefeitos pelo Clima, realizada em julho de 2026, para discutir ações concretas contra as mudanças climáticas. O encontro, que ocorreu paralelamente à Assembleia Geral da ONU, destacou a insatisfação com o ritmo lento das negociações entre Estados nacionais.
Líderes locais assumiram compromissos ambiciosos: redução de 50% das emissões de carbono até 2035, investimento em transportes públicos sustentáveis e criação de fundos verdes. A declaração conjunta, chamada Pacto das Cidades pelo Futuro, já conta com a adesão de 120 municípios. Especialistas apontam que a ação municipal pode acelerar metas globais, mas alertam para a falta de financiamento e de articulação com governos centrais.
A iniciativa reflete uma tendência crescente de ‘paradiplomacia’, onde cidades e regiões estabelecem relações internacionais próprias. Críticos, no entanto, questionam a eficácia desses pactos sem o respaldo de políticas nacionais coordenadas. O próximo passo será a apresentação do pacto na COP31, prevista para novembro.
