Sustentabilidade em Alta: A Nova Onda de Tecidos Verdes
A Semana de Moda de Paris testemunhou uma virada histórica rumo à sustentabilidade, onde grifes renomadas e jovens designers apresentaram coleções inteiras feitas com tecidos biodegradáveis e de baixo impacto ambiental. Entre os destaques, a estilista francesa Claire Fontaine surpreendeu ao desfilar vestidos luxuosos confeccionados a partir de fibras de cogumelo, um material que se decompõe em semanas, contrastando com o descarte tradicional de roupas que leva séculos.
Outro nome a brilhar foi Marco Silva, brasileiro radicado em Milão, que utilizou algas marinhas para criar peças fluidas e leves, tratadas com tingimentos naturais à base de plantas. A técnica, desenvolvida em parceria com a Universidade de Harvard, promete reduzir em 90% o consumo de água no processo de produção. Já a grife italiana Lusso Verde apostou em poliéster reciclado de garrafas PET, transformado em tecidos com acabamento de alta costura.
O evento também contou com a presença da ativista ambiental Greta Thunberg, que discursou sobre a urgência de a indústria da moda adotar práticas circulares. Marcas como Gucci e Prada anunciaram metas de carbono neutro até 2026, em um esforço conjunto com a ONU para combater o fast fashion.
A Feira de Sustentabilidade anexa ao evento exibiu inovações como corantes comestíveis e botões de casca de coco, enquanto startups como a BioFashion apresentaram um protótipo de tecido que captura CO₂ do ar. Especialistas acreditam que Paris, como capital da moda, ditará o ritmo dessa transformação global, inspirando a Comissão Europeia a regulamentar rótulos de impacto ambiental.
