A Nova Era da Moda
A indústria fashion vive uma revolução silenciosa. Enquanto o fast fashion domina as ruas, as grandes marcas de luxo estão virando a chave para um futuro mais sustentável. Stella McCartney, pioneira, agora é seguida por Gucci, Prada e Chanel, que lançam coleções com tecidos reciclados e processos de produção éticos.
O evento Fashion Revolution Week deste ano destacou iniciativas como o uso de couro de cogumelo e seda vegana. A LVMH anunciou parceria com a startup Ecovative para desenvolver embalagens biodegradáveis. Já a Kering (dona da Gucci) se comprometeu a reduzir 40% das emissões de carbono até 2030.
No Brasil, a SPFW trouxe estilistas como Isaac Silva, que usa fibras de banana e algodão orgânico. A modelo Gisele Bündchen lançou uma linha de roupas cápsula com a Zara, toda feita de materiais reciclados. “Não é mais tendência, é necessidade”, afirmou a top model.
A tecnologia também entra em cena: a Farfetch lançou um filtro de busca por produtos sustentáveis. E a Vogue dedicou sua edição de julho à moda consciente, com capa estampada por Virgil Abloh (in memoriam).
Especialistas apontam que o consumidor está mais exigente. Dados do McKinsey mostram que 67% dos millennials preferem marcas com propósito ambiental. “O luxo do futuro será ético ou não será”, resume a consultora Camila Costa.
Mas desafios persistem. O greenwashing ainda engana consumidores, e o custo da produção sustentável encarece as peças. Mesmo assim, o movimento é irreversível. A ONU estima que a moda é responsável por 10% das emissões globais de CO2; iniciativas como o Pacto da Moda buscam zerar esse impacto até 2050.
A Semana de Moda de Paris encerrou com um desfile da Gucci onde 90% dos looks eram feitos de materiais reciclados. “Estamos escrevendo o novo código da elegância”, disse o CEO da marca.
