Paris, Junho de 2026
A Semana de Moda de Paris testemunhou uma revolução silenciosa, onde a alta-costura encontrou seu novo propósito: unir sustentabilidade e inovação tecnológica. Designers de renome como Maria Grazia Chiuri (Dior) e Virginie Viard (Chanel) apresentaram coleções que combinam tecidos reciclados com bordados digitais, desafiando os limites do que é considerado luxo.
A estreia do estilista brasileiro Oskar Metsavaht, fundador da marca Osklen, marcou presença com uma linha cápsula de algodão orgânico tingido com pigmentos naturais da Amazônia. ‘Queremos mostrar que a moda pode ser bela e ética’, afirmou em entrevista exclusiva.
O evento também foi palco de um debate sobre o uso de inteligência artificial na criação de padrões. A marca Balenciaga surpreendeu ao colaborar com o artista digital Refik Anadol, gerando estampas em tempo real baseadas em dados climáticos. ‘A moda é um reflexo do nosso tempo’, disse o diretor criativo Demna Gvasalia.
Entre os momentos mais celebrados, a atriz Emma Watson desfilou pela primeira vez, vestindo um vestido feito de plástico reciclado dos oceanos, em parceria com a ONG Parley for the Oceans. ‘Este é o futuro que eu quero ver’, declarou.
A Fédération de la Haute Couture et de la Mode anunciou novas diretrizes para reduzir o desperdício têxtil até 2030, inspirando marcas como Saint Laurent e Givenchy a aderirem ao movimento ‘slow fashion’.
Com um público recorde de 50 mil visitantes, a semana provou que o luxo pode ser inovador e consciente. ‘Estamos escrevendo um novo capítulo na história da moda’, concluiu Anna Wintour, editora da Vogue.
