Guerra na Ucrânia: Novas sanções dos EUA e Europa atingem setor energético russo

Internacional

Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram nesta quinta-feira um novo pacote de sanções contra a Rússia, desta vez mirando diretamente o setor energético do país. As medidas visam reduzir a receita usada por Moscou para financiar a guerra na Ucrânia e incluem a proibição da exportação de equipamentos de perfuração de petróleo e gás, além do bloqueio de investimentos em novos projetos de gás natural liquefeito (GNL).

O anúncio foi feito em conjunto pelo presidente americano Joe Biden e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7 na Alemanha. As sanções também miram empresas terceiras que ajudam a Rússia a contornar restrições anteriores, especialmente em países como turquia, índia e china.

Especialistas afirmam que as sanções podem reduzir a produção de petróleo russo em até 1,5 milhão de barris por dia até o final do ano, aumentando a pressão sobre a economia de Vladimir Putin. Analistas da Agência Internacional de Energia (AIE) estimam que a capacidade russa de exportar gás natural deve cair 30% com as novas restrições.

A Rússia classificou as sanções como ‘ilegais e contraproducentes’ e prometeu retaliar. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que o país buscará novos mercados na Ásia, especialmente para o gás, mas a falta de infraestrutura de dutos pode limitar essas alternativas.

Enquanto isso, a guerra no leste da Ucrânia continua. Forças ucranianas relataram intensos bombardeios nas regiões de Donetsk e Luhansk, com pelo menos 12 civis mortos nas últimas 24 horas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu mais armas e defesas antiaéreas aos aliados ocidentais.

A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, com a ONU alertando para o risco de uma crise humanitária ainda maior durante o inverno europeu.

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