Moda Sustentável Domina Passarelas de Paris
A Semana de Moda de Paris de julho de 2026 marcou um ponto de virada na indústria fashion, com designers estabelecidos e emergentes apresentando coleções que priorizam a sustentabilidade sem sacrificar o luxo. A edição deste ano destacou a tecnologia e a transparência, com marcas como a Stella McCartney e a Balenciaga liderando o movimento.
Uma das maiores surpresas foi a colaboração entre a maison francesa Dior e a startup francesa BioFabrics, resultando em vestidos feitos de tecido cultivado em laboratório a partir de resíduos de uvas da região de Bordeaux. As peças, que vão do salmão ao coral, são compostas 100% por material biodegradável em até 90 dias.
Na véspera do evento, a ativista Greta Thunberg discursou no Grand Palais, pedindo que a indústria adote práticas verdadeiramente circulares. Sua presença impulsionou o debate sobre moda ética, levando várias grifes a anunciar planos de zerar emissões de carbono até 2030.
Outro destaque foi o desfile da japonesa Comme des Garçons, que incorporou inteligência artificial para criar padrões geométricos em tecido reciclado. O show, chamado “Cibernética Orgânica”, misturava natureza e futuro, com modelos usando óculos de realidade aumentada que projetavam informações sobre a origem dos materiais.
Além das passarelas, o evento contou com uma exposição de inovações têxteis, incluindo o desenvolvimento da Fibra de Abacaxi, pela empresa brasileira EcoFashion, que já é usada por marcas como H&M e Levi’s. A fibra, extraída das folhas da fruta, é resistente e flexível, perfeita para substituir o couro.
A Semana de Moda de Paris termina neste domingo com a expectativa de que as tendências sustentáveis dominem o varejo nos próximos anos. A indústria, que movimenta 2,5 trilhões de dólares globalmente, parece finalmente alinhar estética e responsabilidade ambiental.
