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Alta Costura Sustentável: A Revolução Verde que Domina a Semana de Moda de Paris

Alta Costura Sustentável: A Revolução Verde que Domina a Semana de Moda de Paris

A Semana de Moda de Paris, que tradicionalmente dita as tendências globais, foi palco de uma mudança paradigmática neste julho de 2026. Pela primeira vez, a sustentabilidade não foi apenas um discurso, mas o eixo central das principais coleções. Grifes como Stella McCartney e Marine Serre mostraram que é possível aliar luxo, inovação e responsabilidade ambiental, enquanto casas históricas como Chanel e Dior apresentaram iniciativas ousadas de upcycling e uso de materiais biodegradáveis.

Stella McCartney, conhecida por sua militância ecológica, abriu o evento com um desfile que utilizou exclusivamente tecidos orgânicos e reciclados, incluindo uma nova fibra à base de algas marinhas. A coleção, intitulada ‘Oceano Vivo’, também contou com parceria com a organização Parley for the Oceans para combater a poluição plástica nos mares. Já Marine Serre surpreendeu ao transformar resíduos têxteis em peças de alta costura, em um processo que ela chama de ‘upcycling de luxo’. A estilista francesa usou desde retalhos de coleções anteriores até uniformes militares descartados, criando um visual futurista e politicamente engajado.

A Chanel, por sua vez, anunciou uma parceria com a startup francesa Fairbrics para desenvolver tecidos que capturam CO2 da atmosfera. A grife, que sempre foi sinônimo de tradição, apresentou uma coleção cápsula com 30% de materiais reciclados, prometendo chegar a 100% até 2030. A Dior seguiu o exemplo, com a diretora criativa Maria Grazia Chiuri revelando que todas as peças da nova coleção foram tingidas com corantes naturais à base de plantas, eliminando o uso de produtos químicos tóxicos.

Além das grifes consagradas, jovens estilistas como Ludovic de Saint Sernin e Koché também marcaram presença com propostas que mesclam moda e ativismo. De Saint Sernin usou apenas materiais deadstock (estoque parado) em sua coleção, enquanto Koché fez uma parceria com a marca de roupas esportivas Puma para criar peças feitas de garrafas PET recicladas.

A tendência sustentável não se limitou às passarelas. O evento também sediou o primeiro ‘Fórum de Moda Sustentável’, que reuniu executivos da LVMH e Kering, ONGs como Greenpeace e representantes do governo francês para discutir metas de redução de carbono e transparência na cadeia de produção. A ministra da Cultura francesa, Rima Abdul Malak, anunciou um novo selo ‘Mode Verte’ (Moda Verde) que será concedido a marcas que atendam a critérios rigorosos de sustentabilidade.

Para os consumidores, essa mudança significa que a moda de luxo está cada vez mais acessível em termos éticos, com roupas que não só embelezam, mas também respeitam o planeta. A Semana de Moda de Paris 2026 será lembrada como o momento em que a alta costura decidiu abraçar o verde, provando que estilo e consciência podem andar de mãos dadas.

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