Acordo Global Inédito
Os líderes do G20, reunidos em uma cúpula de emergência no Rio de Janeiro, anunciaram nesta quarta-feira um acordo histórico para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 50% até 2030, com base nos níveis de 2005. O pacto, chamado de ‘Pacto do Rio’, é o primeiro do tipo a incluir metas vinculantes para todas as nações desenvolvidas e emergentes, além de estabelecer um fundo de US$ 100 bilhões para apoiar a transição energética nos países mais vulneráveis.
Pressão da Sociedade Civil
A decisão ocorre após semanas de protestos liderados por ativistas como Greta Thunberg e organizações ambientais, que exigiam ações concretas para evitar o colapso climático. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anfitrião do evento, destacou a importância da união global: ‘Não há mais tempo para promessas vazias. Este acordo é um compromisso com o futuro do planeta’.
Detalhes do Pacto
O acordo prevê a eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis até 2025, o dobro do investimento em energias renováveis até 2026 e a criação de um mercado global de carbono com preço mínimo de US$ 50 por tonelada. Além disso, os países se comprometeram a zerar o desmatamento da Amazônia e outras florestas tropicais até 2027.
Reações Mundiais
Enquanto a União Europeia e os Estados Unidos elogiaram o pacto, a China e a Índia expressaram preocupações com os custos de implementação. A Rússia, que inicialmente resistiu, acabou aderindo após negociações de última hora. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como ‘um passo crucial para a sobrevivência da humanidade’.
Próximos Passos
O Pacto do Rio será formalmente assinado em setembro de 2026 na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Até lá, os países devem apresentar planos nacionais detalhados. Especialistas alertam que o cumprimento das metas exigirá uma transformação econômica sem precedentes, mas o otimismo é cauteloso.
