A Semana de Moda de Paris foi palco de uma das apresentações mais aguardadas do ano: a Chanel revelou sua nova coleção de outono/inverno, que traz o tweed, tecido icônico da maison, de volta ao centro das atenções com uma abordagem ousada e contemporânea.
Virginie Viard, diretora criativa da marca, explicou que a intenção era “honrar o legado de Gabrielle Chanel, mas falar a língua da nova geração”. Para isso, a estilista incorporou elementos do streetwear, como moletons oversized, tênis de plataforma e jaquetas bomber, todos confeccionados em tweed, criando um contraste inusitado entre o formal e o casual.
A coleção foi inspirada na cultura dos anos 90 e no movimento grunge, que Viard considera “um período de liberdade e expressão individual”. As modelos desfilaram com cabelos bagunçados, maquiagem minimalista e acessórios como correntes de ouro e bonés de baseball, quebranto a elegância clássica da maison.
Entre as peças de destaque, uma jaqueta tweed com capuz e um vestido longo com franjas em tom pastel chamaram a atenção dos fashionistas. A paleta de cores variou do preto e branco tradicionais a tons vibrantes como laranja queimado e verde fluorescente, mostrando a versatilidade do material.
A reação do público foi imediata: “Nunca vi o tweed tão jovem e moderno”, comentou a influenciadora de moda Camila Coutinho, presente no desfile. Nas redes sociais, a hashtag #ChanelGenZ já é tendência, com milhares de posts elogiando a inovação da marca.
Especialistas afirmam que a jogada da Chanel é estratégica: com o mercado de luxo cada vez mais voltado para os jovens consumidores, a maison busca se manter relevante sem perder sua essência. “É um equilíbrio delicado, mas a Chanel parece ter encontrado a fórmula perfeita”, analisa a consultora de moda Renata Sá.
A coleção estará disponível nas lojas a partir de setembro, e os preços das peças de tweed variam de 3.000 a 25.000 euros, reforçando o posicionamento premium da marca.
