Moda sustentável ganha destaque internacional
A estilista brasileira Marta Silva, de 34 anos, apresentou sua coleção ‘Mar Profundo’ na Paris Fashion Week, utilizando um tecido inovador feito a partir de algas marinhas. A peça central, um vestido longo em tom azul-petróleo, foi tingida com corantes naturais extraídos de frutas e flores. ‘Queremos mostrar que é possível criar moda de alto nível sem agredir o meio ambiente’, afirmou a designer.
A coleção conta com 15 looks, todos produzidos com materiais biodegradáveis e processos de baixo impacto ambiental. O tecido de algas, desenvolvido em parceria com uma startup francesa, levou dois anos para ser aperfeiçoado. ‘Ele tem textura semelhante ao couro, mas é 100% vegetal e compostável’, explicou Silva.
Além da inovação têxtil, a estilista investiu em técnicas de upcycling, transformando retalhos em acessórios. A modelo Gisele Bündchen, conhecida por seu ativismo ambiental, foi a escolhida para usar o vestido principal no desfile. ‘A moda precisa refletir os valores do nosso tempo’, disse a modelo.
O evento também contou com a presença de representantes da ONU, que destacaram a iniciativa como exemplo de sustentabilidade na indústria. ‘É inspirador ver um país como o Brasil liderando essa mudança’, comentou a diretora do Programa da ONU para o Meio Ambiente.
Marta Silva pretende expandir a produção do tecido de algas para o mercado brasileiro, com previsão de lançamento em lojas selecionadas até o final de 2026. ‘Nosso objetivo é democratizar a moda sustentável’, concluiu.
