Ataque perto de Zaporizhzhia acende alerta nuclear
Um ataque com drones atingiu as proximidades da central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, na madrugada desta quarta-feira, provocando um incêndio que foi controlado horas depois. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou que não houve libertação de radiação, mas classificou o incidente como “extremamente perigoso”.
A central, a maior da Europa, está sob controlo russo desde março de 2022 e tem sido palco de confrontos frequentes. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, apelou à contenção imediata das partes e anunciou o envio de uma equipa de peritos para avaliar a situação.
Reacções internacionais
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e pediu a desmilitarização imediata da zona. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de “terrorismo nuclear”, enquanto Moscovo negou envolvimento e apontou o dedo a Kiev.
A União Europeia, por meio do seu alto representante Josep Borrell, prometeu novas sanções contra a Rússia caso se confirme a sua responsabilidade. Os Estados Unidos reforçaram a vigilância sobre a região, com o porta-voz do Pentágono a declarar que “qualquer incidente nuclear é inaceitável”.
Especialistas dividem-se
Analistas consultados sublinham que, apesar de o reactor estar desligado, os sistemas de arrefecimento continuam a funcionar e podem ser vulneráveis. Um cenário de fusão do núcleo, embora remoto, não está descartado. O professor John Smith, da Universidade de Harvard, alerta que “a comunidade internacional deve agir rapidamente para evitar uma catástrofe de proporções históricas”.
Entretanto, a população local enfrenta semanas de ansiedade. “Não sabemos se devemos fugir ou ficar”, disse à Reuters a residente Olena Kovalchuk, de 45 anos. Organizações de defesa civil já preparam planos de evacuação para um raio de 30 quilómetros.
