As exportações brasileiras registraram um crescimento de 12% em maio de 2026 comparado ao mesmo mês do ano anterior, atingindo o valor recorde de US$ 28,3 bilhões. O resultado foi puxado por embarques de minério de ferro (alta de 18%), petróleo bruto (crescimento de 22%) e manufaturados como aeronaves e máquinas. As importações somaram US$ 19,8 bilhões, levando a um superávit de US$ 8,5 bilhões, um dos maiores da história.
O Ministério da Economia atribui o desempenho à retomada da demanda global, especialmente da China e dos Estados Unidos. O secretário de Comércio Exterior, João Silva, destacou que o resultado é reflexo da diversificação da pauta exportadora e do aumento da competitividade. A balança comercial acumulada no ano já supera US$ 38 bilhões, com projeções de fechar 2026 com o maior superávit desde 2020.
Especialistas apontam que, apesar do cenário positivo, é necessário cuidado com a apreciação cambial e barreiras protecionistas. O mercado pode operar com volatilidade nos próximos meses, mas a tendência é de manutenção do ritmo de crescimento.
