Um ponto que não serve
O Internacional entrou em campo na noite desta quinta-feira precisando de uma vitória para avançar às oitavas de final da Libertadores, mas não passou de um empate sem gols com o Olímpia, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Com o resultado, o Colorado encerra sua participação no Grupo A com apenas 5 pontos, na terceira colocação, e vê o sonho do tri continental mais uma vez adiado.
Pressão inicial e falhas na criação
Com o apoio da torcida, o Inter começou pressionando, mas esbarrou na defesa paraguaia e na própria falta de criatividade no meio-campo. O técnico Eduardo Coudet optou por uma escalação ofensiva, com Alan Patrick e Wanderson pelos lados, mas o time pecou nas finalizações. Aos 23 minutos, Mauricio teve a melhor chance, exigindo grande defesa do goleiro Gonzalez. No segundo tempo, o cenário se repetiu, e o técnico ainda tentou mudanças com as entradas de Lucca e Pedro Henrique, mas o Inter não conseguiu furar o bloqueio adversário.
Fim de ciclo e críticas
A eliminação precoce acende o alerta para a diretoria colorada. A campanha irregular na Libertadores, com apenas uma vitória em seis jogos, escancarou a fragilidade mental do elenco em jogos decisivos. O goleiro Sergio Rochet, um dos destaques do time, lamentou o resultado: ‘É frustrante. Lutamos até o fim, mas faltou capricho no último passe. Agora é focar no Brasileirão e na Copa do Brasil para resgatar a confiança da torcida’.
Próximos desafios
Com a eliminação, o Internacional volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, onde ocupa a 8ª posição, e para a Copa do Brasil, onde enfrentará o Juventude nas oitavas. A pressão sobre Coudet aumenta, e a diretoria já cogita reforços para a janela de julho. A torcida, porém, pede mais raça e planejamento de longo prazo.
