Na última quarta-feira, o mundo do fashion testemunhou um marco histórico. Um par de Nike Air Jordan 1 ‘Chicago’ de 1985, em estado impecável e nunca usado, foi arrematado por US$ 1,5 milhão em um leilão online organizado pela Sotheby’s. O valor superou o recorde anterior de US$ 1,47 milhão, estabelecido em 2021 para um par de Nike Air Yeezy 1 usado por Kanye West.
O leilão, que durou uma semana, atraiu colecionadores de todo o mundo. O vendedor, um investidor anônimo, adquiriu os tênis em 1986 e os manteve em um cofre por quase 40 anos. “É um pedaço da história do basquete e da cultura sneaker”, comentou o especialista da Sotheby’s, Brahm Wachter.
O modelo Air Jordan 1, desenhado por Peter Moore, foi o primeiro tênis de assinatura de Michael Jordan. A versão ‘Chicago’ é particularmente icônica por ter sido usada por Jordan durante sua temporada de calouro na NBA, apesar de a liga ter multado o jogador em US$ 5.000 por jogo por violar o código de uniformes (os tênis eram predominantemente vermelhos e pretos, cores proibidas).
A notícia reacendeu o debate sobre a especulação no mercado de sneakers. Para especialistas, o valor dos tênis reflete a interseção entre moda, esporte e investimento. “É o novo ouro”, brinca o colecionador nova-iorquino Marcus Johnson. Enquanto isso, fãs de Jordan e sneakerheads celebram o recorde, que coloca o Air Jordan 1 no topo da lista dos tênis mais valiosos já vendidos.
