A indústria da moda vive uma revolução silenciosa. Em julho de 2026, as principais semanas de moda do mundo exibiram coleções que priorizam a sustentabilidade sem abrir mão do luxo. Tecidos feitos de resíduos de frutas, algas marinhas e plástico reciclado dominaram as passarelas, com destaque para a parceria entre a grife italiana Prada e a startup BioFashion, que lançou uma linha de vestidos feitos a partir de cascas de uva descartadas por vinícolas da Toscana.
Além disso, o movimento ‘slow fashion’ ganhou força com o crescimento de plataformas de aluguel e revenda, como a Rent the Runway e a Depop, que registraram aumento de 40% no número de usuários nos últimos seis meses. A ativista Greta Thunberg, conhecida por sua postura contra o consumo desenfreado, participou de um painel no Fashion Summit em Copenhagen, defendendo a transparência na cadeia produtiva e criticando o greenwashing de grandes corporações.
A tecnologia também tem papel crucial: impressoras 3D e algoritmos de IA permitem a produção sob demanda, reduzindo o desperdício. A designer Iris van Herpen apresentou uma coleção criada inteiramente por inteligência artificial, gerando peças que se adaptam ao corpo do usuário. Especialistas preveem que, até 2030, a moda sustentável representará 30% do mercado global, impulsionada por regulamentações na União Europeia e pela pressão de consumidores da Geração Z.
