Inovação Verde nas Passarelas
A moda de luxo passa por uma revolução silenciosa. Nos bastidores dos ateliês, materiais como couro de cogumelo, seda vegetal e fibras de abacaxi ganham espaço entre grandes grifes. A Stella McCartney, pioneira em sustentabilidade, apresentou recentemente uma coleção com 80% de materiais reciclados. Já a Prada lançou uma linha de acessórios feitos com poliéster reciclado do oceano.
O movimento não se limita às marcas independentes. O conglomerado LVMH, dono da Louis Vuitton e Dior, investiu milhões em startups de biomateriais. A expectativa é que o mercado de moda sustentável alcance US$ 9 bilhões até 2026, segundo a McKinsey.
Custo e Consciência
Apesar do avanço, o alto custo ainda é um entrave. Vestidos feitos de couro de cogumelo podem custar até 30% mais que os tradicionais. Para a consultora de moda Ana Clara Silva, “o consumidor premium busca exclusividade e história, e a sustentabilidade agrega valor narrativo”.
No Brasil, a grife Osklen já utiliza algodão orgânico e couro de peixe na produção. A semana de moda paulistana, SPFW, criou uma categoria inteira dedicada à moda circular. “Precisamos repensar todo o ciclo de vida da roupa”, afirma o estilista João Pimenta.
