Revolução Sustentável na Moda
Uma nova geração de designers brasileiros está liderando uma revolução silenciosa na indústria da moda ao substituir o couro animal por alternativas vegetais feitas de resíduos de frutas. Empresas como a Mono, fundada por Daniela Mello, e a Fruitleather, de Carlos Silva, estão ganhando destaque internacional com tecidos produzidos a partir de cascas de abacaxi, banana e até mesmo coco.
A inovação não só reduz o desperdício alimentar como também diminui a pegada de carbono da moda, que é uma das indústrias mais poluentes do mundo. Grifes como Renner e Maria Filó já fecharam parcerias para lançar coleções cápsula com esses materiais. Além disso, o São Paulo Fashion Week dedicou uma edição inteira ao tema, com desfiles que misturaram tecnologia e natureza.
O desafio agora é escalar a produção e tornar os preços competitivos. ‘Queremos que o couro vegetal seja acessível para todos, não apenas para o mercado de luxo’, afirma Daniela Mello. A expectativa é que, até 2028, 20% dos calçados e bolsas brasileiros utilizem alternativas sustentáveis.
